Em 1974, tinha ambulância parada na porta de cinema por causa de um filme. Gente desmaiava, passava mal, saía no meio da sessão, e a fila só crescia. O Exorcista virou pânico coletivo antes de virar clássico.
No Brasil, a febre chegou em novembro de 1974, um ano depois da estreia americana. Resultado: 8,1 milhões de pessoas pagaram ingresso, o 7º maior público da história do país.
É mais gente do que a população inteira da cidade do Rio de Janeiro entrando no cinema pra passar medo.
O recorde de O Exorcista que a inflação não derrubou
Em dinheiro de hoje, a bilheteria mundial do filme passa de 1 bilhão de dólares. Corrigido pela inflação, nenhum concorrente chegou lá: é a maior bilheteria do terror até agora.
Na conta americana ajustada, o filme aparece entre as dez maiores de todos os tempos, na mesma prateleira de E.T. e Star Wars. Nada mal pra uma menina possuída de camisola.
O terror que o Oscar levou a sério
Em 1974, a Academia fez o que nunca tinha feito: indicou um terror ao Oscar de melhor filme. Foram 10 indicações no total, com duas estatuetas, de roteiro adaptado e som.
Pra um gênero tratado como sessão da meia-noite, foi carta de cidadania. A porta aberta ali serviu depois aos filmes de terror que viraram prestígio, de “O Silêncio dos Inocentes” a “Corra!”.
A menina, o demônio e um caso real
E sim: O Exorcista é baseado em fatos reais, pelo menos na origem. O romance que virou filme partiu de um exorcismo registrado em 1949, feito em um menino de 14 anos nos Estados Unidos.
Agora a parte que parece lenda: o set pegou fogo, atrizes se machucaram em cena e a imprensa carimbou o filme de amaldiçoado. Verdade ou marketing, o medo virou fila.
Meio século depois, a menina de camisola ainda desce escadas na memória de quem assistiu. Fica a pergunta: você teria coragem de rever no escuro?
Fonte: Box Office Mojo | Guinness World Records




